segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Medo do Escuro

  Eu sou um homem que caminha sozinho, quando estou andando por uma estrada escura
à noite, ou passeando pelo parque. Quando a luz começa a mudar, às vezes me sinto um pouco estranho.
Um pouco ansioso quando está escuro. Medo do escuro, eu tenho um medo constande de sempre haver
algo por perto.
  Você já correu seus dedos pela parede e sentiu a pele de sua nuca arrepiar quando está procurando pela luz? Algumas vezes, quando você está com medo de olhar no canto da sala. Você sente que alguma coisa está lhe observando.
  Você alguma vez já esteve sozinho a noite e pensou ouvir passos por trás, e quando virou de costas, não havia ninguém lá? E enquanto você acelera seu passo, você achará difícil olhar de novo, porque você tem certeza de que há alguém lá.
  Assistindo filmes de terror na noite anterior, debatendo sobre bruxas e folclore, os problemas desconhecidos na sua mente, talvez sua mente esteja pregando truques. Você sente, e subitamente seus olhos fixam em sombras dançando por trás de você.
  Quando estou andando por uma estrada escura.
  Eu sou um homem que caminha sozinho.
                                                                             - Bruce Dickinson


Todo Fim de Ano...

  As vezes tudo o que dissemos, que parece ser tão sólido, não passa de um teto feito de palha
que não resiste nem à primeira tempestade. A vida não é fácil, pelo contrário, é muito complexa.
E nós tentamos fazer dela o mais simples. certo ou errado? Não sei. Talvez fizemos isso para fugir
das coisas das quais precisamos enfrentar...
  Todo final de ano traz isso consigo. Repensar na vida e traçar novos planos e sonhar mais alto...
  Talvez nesse 2014 seja um ano de pensar mais, não fazer as coisas somente por fazer, e sim
fazer aquilo que realmente deve ser feito.
  Experimente sentar sozinho no escuro, observar as estrelas e pense, minha vida é boa? Qual
a vida que realmente quero pra mim? Uma vida de aparências, ou quero uma vida de realizações
para mim mesmo? Não adianta ser feliz somente na presença de outros, dos amigos. Quem é feliz
sabe ser feliz também na solidão.
  Ou você é infeliz em tudo...
  Mas se a infelicidade é sua sina, não seja um infeliz derrotado. Busque a realização dos seus sonhos.
Para uns somente isso não é felicidade, mas busque a felicidade em cada canto e cada coisa... Até nas segundas-feiras que você reclama todos os dias de acordar cedo...
  Seja uma pessoa feliz...
  Seja uma pessoa vencedora...
  Seja você mesmo, e seja HUMILDE!
                                                                                             - Zeti

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Do Sonho

 Minha intenção era postar poemas pequenos, por mais toscos que sejam. Afinal quem quer ler uma historia, lê um bom livro... Mas resolvi postar esse texto também. Tentei resumir, e omiti alguns detalhes da minha imaginação. Estou meio frio pra romances, faz tempo que não leio um dos bons mas... Chega de conversa.

   Era um dia de primavera, mas fazia calor como no verão. Eu vestia uma calça jeans, tênis e uma camiseta preta. Nesse dia eu voltava do trabalho, estava cansado das tarefas do dia e nem reparava nas paisagens na qual eu estava passando. Nem olhava para as pessoas para cumprimenta-las, afinal, em cidade grande ninguém cumprimenta ninguém mesmo.
  Estava caminhando e lá pelas tantas tive a impressão de ouvir alguém chamar meu nome. Nem dei bola, afinal meu nome é muito comum e segui meu caminho, dei alguns passos e ouvi de novo aquela voz, e ela era familiar.
  Parei, olhei pra trás e vi aquela figura acenando para mim, sorrindo. Naquele momento eu quase nem acreditei, mas era ela, estava muito mais linda do que eu me lembrava. Aquele sorriso, o jeito de caminhar, a maneira de se vestir, o cabelo loiro meio rebelde e principalmente aqueles olhos azuis por detrás das lentes do seu óculos no estilo vintage.
  Ela veio na minha direção, me deu um "oi" cheio de carisma e me abraçou, como uma mãe abraça um filho depois de muito tempo sem vê-lo. Na hora eu fiquei meio incomodado, preocupado, o calor estava forte e eu podia estar fedendo, não queria deixar essa impressão pra ela, de que eu fedia. Mas relaxei e deixei a magia daquele momento fluir.
  Conversamos um pouco ali mesmo, no meio da calçada. As pessoas iam passando e eu tive a impressão de que nós dois estávamos atrapalhando o fluxo de quem estava passando por ali. Convidei ela para tomar um sorvete e ela aceitou. Então fomos caminhando em direção à praça mais próxima dali e no caminho compramos o sorvete. Cada um pediu o seu sabor favorito. Eu sabia que o dela era chocolate, essas coisas simples a gente não esquece, nem com o tempo. E cada um pagou o seu também, eu queria pagar o meu e o dela, mas o que eu ganho não é lá essas coisas e não posso ficar pagando sorvete para as pessoas, nem para as pessoas que eu gosto.
   Chegamos na praça e procuramos um lugar com sombra. Acabei achando um banco em baixo de uma pitangueira, sentamos ali e devorando nosso sorvete continuamos a nossa conversa. Lembramos dos nossos momentos juntos, do jeito que nosso relacionamento começou, com uma amizade e foi evoluindo devagarinho para um namoro. Lembramos do nosso primeiro beijo, nessa hora ela ficou vermelha eu achei engraçado, mas acho que eu também fiquei. O nosso primeiro beijo também foi meio engraçado, mas com o tempo a gente foi aprendendo um com o outro, e depois, nosso beijo parecia um daqueles beijo de cinema.    Tendo essa conversa com ela eu percebi que meu sentimento por ela em nada mudou, mesmo depois de tanto tempo.
   Ficamos ali conversando e quando percebi já era quase noite. Era sempre assim quando eu estava com ela, o tempo passava muito rápido.
   Quando percebi um momento oportuno no nosso encontro nada ocasional, decidi falar para aquela mulher linda que estava na minha frente, o que eu ainda sentia por ela. Eu disse que o meu sentimento por ela em nada mudou e que eu me arrependia de todos os meus erros do passado. Ela deu um sorriso leve e disse que estava tudo bem.
   Eu nem cabia em mim de tanta felicidade e percebi que ela também estava feliz. Eu sonhava com esse momento, de eu poder beija-la novamente. Ele estava muito próximo de acontecer. Foi quando fui me aproximando dela e sentia o seu perfume leve invadindo minhas narinas... Ela se jogou nos meus braços e quando eu quase podia sentir a sua boca na minha...
  O celular despertou e já era hora de ir trabalhar.
                                                                                                      - Zeti

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Do Gosto



Eu gosto dos dias de sol
Eu gosto do cheiro da chuva
Eu gosto da erva bem forte
E eu gosto do chimarrão bem quente.
Eu gosto de ouvir música
Eu gosto do volume bem alto
O que eu não gosto
É dos roubos que acontecem no Planalto.
Eu gosto de romance,
Eu gosto de historias de amor
Mas que quando acabe, acabe sem dor.
Eu gosto de viver uma historia
E eu gosto que ela tenha fim
Para que a próxima seja ainda mais feliz.

                                                 - Zeti

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Vamos fazer o Certo.

Em atos de manifestos, tanta gente consegue expôr sua voz, sem gasta-la, como em cartazes e gestos. Mas sempre há pessoas ignorantes que não sabem o porque que estão ali, só querem quebrar, destruir...VANDALIZAR.
Não sabem nem o porque dos 20 centavos, só sabem oque é 20 centavos, não sabem nem o que é o PEC 37, só sabem que é "ruim", mas nem o porque do ruim sabem, não sabem oque é o Ato Médico, isso é extremamente importante, mas não vem ao caso aqui...
Essas pessoas ignorantes mas racionais, estão ali simplesmente para quebrar, para julgar, não parece que querem seus direitos pois penso eu, que nem sabem o que são seus direitos, querem simplesmente um conflito. Esses ignorantes não sabe que o que quebram, são eles mesmo que pagam, é você que paga, SOMOS NÓS QUE PAGAMOS!
Fiquei muito indignado quando vi que alguns manifestantes estão em conflito direto com a PM, que estão quebrando patrimônios públicos, que muitos de nós precisamos ou vamos precisar, estão quebrando patrimônios privados, quebrando lojas, e até mesmo queimando ônibus, que merda é essa?
Depois reclamam que tem que andar de pé nos ônibus, que tem que ter mais ônibus em circulação, que a passagem esta cara demais para esse pouco "conforto". O povo brasileiro é muito burro mesmo, desculpem, mas sempre tem os bons que pagam por poucos.
Fazem assim, querem quebrar? Quebrem Bancos Particulares, que cobram taxas altíssimas disso, taxas altíssimas daquilo, juros disso, juros daquilo, daqui uns dias tão cobrando até quando tu for coçar seu rego, isso mesmo, to usando bem esse palavreado para todos intenderem. Quebrem a casa, desses políticos CORRUPTOS, que usaram o dinheiro publico para construí-las (mas que não tenha ninguém dentro, por favor). Uma coisa é certa que eu quero que todos façam, POR FAVOR QUEBREM ESSA MÍDIA INTEIRA, o porque muitos sabem, não preciso dizer mais.
Só peço mais uma coisa, vamos fazer nossa parte e esperar, o que é nosso por direito vai voltar, e com a COPA VAMOS ACABAR.

Tarso Dalcin

terça-feira, 11 de junho de 2013

Um Pensamento de Fundo

     Sempre tive um problema serio comigo e com meus problemas, tento resolver tudo sozinho, e quando os outros tem um problema, que eu percebo, to sempre pronto pra ajudar, e isso é errado. Sei que expor isso, não vai mudar nada do que eu to fazendo, não vai mudar as ordens das coisas, nem os fatos, mas queria expor um outro ponto de vista: das pessoas que se aproveitam dessas situações, para favorecimento.
     Tive uma fase excelente na minha vida, grana, amigos, ajudava como podia quem eu gostava, gastava com presentes caros, ainda sou seletista em relação a quem me dedicar. A parte chata de tudo isso, é fantasiar as pessoas de um jeito, e elas se mostrarem de outro, corroborando tudo o que ela mesma abominava. Posso parecer totalmente contrario do que eu aparento, pelo que eu faço, falo e posto no meu perfil, e por me conhecer como ninguém mais me conhece, sei do que eu to falando e sentindo, e como é ruim se decepcionar com quem tu gosta e te importa. O pior ainda é ver as pessoas serem coisas totalmente diferentes do que elas aparentam, e eu não fujo a regra, mas eu ainda tento ser justo, não acreditando na conversa dos outros, sempre tentando levantar uma opinião própria dos fatos. Quem se deixa influenciar, é burro... e não me venha com esse papinho de que eu sou independente e não depende dos outros , PORQUE É MENTIRA!
     Aos que se sentirem incomodados, meu boa noite e um EU NÃO ME IMPORTO COM O QUE TU QUER PENSAR DE MIM, eu me conheço, to aprendendo ainda a conhece e como ele gosta de chamar a atenção, mesmo se escondendo da verdade...
    Uma frase que eu escutei esses tempo:
"Se é amor, não morre, se realmente te amar, não vai te deixar" e a conclusão que eu chego de tudo isso é: quando a grana acabou, acabaram as amizades, e o amor "esfriou"...

João Batista Santos Neto

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Valor de Verdade.


Noite em bares, em tavernas, em buracos, na valeta, com uma garrafa na mão. Essa era a rotina de Lindolfo, um homem de 30 anos, que perdeu tudo, perdeu o amor de sua vida por culpa da bebedeira, perdeu sua família  por bater na sua própria mãe e nos seus irmãos, isso tudo quando estava sobre o efeito do álcool.
Porque vida, porque fez isso comigo? porque me deixou assim? Era sempre a frase que Lindolfo tinha em sua boca. Mas não era a vida que estava aprontando aquilo com ele, era ele mesmo, por ser fraco, por não combater esse mal que é o álcool, por não tem coragem o suficiente de dizer "chega".
Até que um dia, quando estava com 36 anos, sem emprego, sem ninguém para lhe ajudar, pronto para ser despejado de sua casa, por não tem um centavo no bolso, nesse dia que o álcool estava pronto para leva-lo dessa para uma melhor, quando estava quase se afogando com sua própria saliva na varanda de sua casa, eis que surge alguém, esse alguém era seu irmão que o estava procurando a mais de 6 anos.
Seu irmão que era chamado de Jorge, levou Lindolfo para o hospital, onde lhe foi feito uma lavagem
estomacal, e assim a morte saiu de seu lado.
Depois que Lindolfo estava bem, e pronto para dar alta do hospital, seu irmão Jorge, disse, olha Lindolfo... Eu estava te procurando a mais de 6 anos, e só estou aqui por causa de nossa mãe, ela o perdoa por tudo, e quer vê-lo de novo, quer que você se trate e volte a morar conosco.
Então Lindolfo com os olhos encharcados de lagrimas disse, em muitas vezes, eu achava que o copo, ali nos bares era minha família, achava que aquela garrafa era minha mãe, e aquele liquido meu consolo, mas hoje eu vejo, que tudo não passava de coisas da minha cabeça, que a verdadeira família nunca vai te abandonar, nem que tu estejas no fundo do poço, eles sempre vão te ajudar.
Mesmo que você ache que esta na solidão eterna, mesmo que o sofrimento passado foi terrível  há sempre alguém para te consolar. A tua família sempre vai estar do teu lado.
Eu Amo minha família e tenho muito orgulho dela, e você, Ama a Sua?



Tarso Dalcin

Só um começo

Tocar a ponta do céu, era o sonho de bastião, mas esse sonho era impossível, pois como fazer?
Bastião não sabia voar, ele sabia que o céu não tinha ponta, pois o céu não tem começo, nem fim, apenas é o céu, e o céu não há, apenas existe, mas oque realmente é o céu ele nem sabia, esse era o sonho incomum dele, tocar a ponta do céu.
Mas porque a ponta e não o meio que não existe, o centro, que ninguém sabe onde é, porque esse sonho que não existe bastião?
Sonhos, são sonhos, esse sonhos é o meu, coisas inexistentes são só para quem não acredita - Pensava Bastião
Dizem que o "céu" é pra onde as almas boas aqui da terra vão, dizem que é o repouso de Deus, dos Anjos e dos Guardiões, dizem que lá o repouso é eterno. Mas era só tocar que bastião queria, ele não queria ficar, nem sentar, muitos menos morder, ou lamber,
ele apenas queria tocar.

Para Bastião, o que ele acredita e o que ele quer, pode se tornar realidade, e ninguém pode dizer que não existe, ninguém pode falar que ele não pode. Pois o que é real para um menino de 10 anos é a necessidade, não importa se vai conseguir ou não, ele vai tentar, pois ele sabe, que para muitos a ponta do céu é apenas um começo.




Tarso Dalcin

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Olhando o céu


Olhando o céu

 Perco boa parte do meu dia imaginando onde deve ser esse tal de infinito que os adultos vivem falando. Acho que deve ser ali onde o sol se levanta, minha professora falou que o sol é gigantesco e está muito longe de nós e que não podemos toca-lo, mas sei lá também, essa história e infinito é muito estranha e meu pai nunca tem tempo para me explicar.
 Eu gosto de ficar aqui vendo o sol, ele me aquece nos dias frios e sempre que está lá no céu minha mãe me deixa ir brincar na pracinha. O sol quase sempre vem, mas em alguns dias ele aparece pouco, em outros só da umas espiadas por traz das nuvens. Ele deve ter medo de alguma coisa, eu acho que é da chuva porque quando chove dificilmente ele aparece.
 As vezes ele ganha a visita da lua, a lua é uma moça que quase sempre aparece depois que o sol já foi pra casa mas as vezes ela está lá no céu junto como ele. Quando a noite chega e fica escuro a lua fica bem parecida com o sol. Ela é linda, eu gosto de ficar olhando ela também, mas nem sempre minha mãe me deixa ficar aqui fora até de noite.
 O sol também gosta muito dela, pelo que parece, acho que eles são namorados, já vi eles abraçados duas vezes. Os adultos falaram que era um eclipse mas isso eu também não sei o que é. "Eclipse". Nome estranho, deve ser mais uma destas coisas estranhas que os adultos vivem inventando. Eles são meio chatos.
 Já ta ficando escuro tenho que entrar, eu queria ver a lua mas acho que vai ficar frio, o sol também já está se indo e ela está demorando pra chegar. Outra coisa que eu queria era morar lá em uma estrela. Podia ser naquela bem lá no alto, só pra ficar quentinho perto do sol e vendo a lua brilhar, mas sou pequeno, tenho apenas 8 anos.

Gabriel Garcia (Bolacha)                                       

domingo, 10 de março de 2013


    Um Ataque De Solidão.


João Lucas, o popular Luca, nem tão popular assim, Foi criado e mimado pelos pais Roberto Melo Jr. e Isabela Rios de Melo. Filho único e muito inteligente adorava um jogo de alienígenas que tinha em seu vídeo game moderno  e era completamente apaixonado por discos voadores.
 Achava dona Dolores sua avó materna um saco e adorava seu avô paterno Sr. Betão, o mais popular entre os populares do bairro, sempre sorrindo saudava a todos os que conhecia e alguns que não conhecia também para não esquecer de ninguém. Mas não vamos perder o foco, isso não tem nada a ver com nossa história. Vamos para a parte que interessa.
 Não contem para ninguém, mas Luca agora com 15 anos carrega em segredo um amor em seu coração. Manuela Fernandes Freitas, também não era popular chamada pelos colegas de Manu tinha cabelos ondulados pele branca e olhos escuros. Não era a garota mais  linda da classe mas tinha despertado o desejo e tirado algumas horas de sono do nosso protagonista.
 Manu já fazia parte da vida de João Lucas e consequentemente de nossa história mas ela ainda não sabia, só descobriu na noite de 18 de dezembro de 1987. Estavam  na festa de final de ano da escola em que eles estudavam, ambos estavam comemorando a aprovação do primeiro ano do ensino médio quando Luca encorajado por Guilherme Fonseca seu único amigo resolveu beber umas doses de bebida de homem como diziam e falar o que sentia para ela.
 Após ter bebido quatro doses de uma bebida que ele nem sabia qual era Luca saiu pelo salão para procurar a seu suposto amor, após procurar em todos o cantos da festa seu olhar acabou entrando Manu. Ela estava parada sozinha do outro lado da pista de dança perto do balção, não havia oportunidade melhor.
 Encorajado pela bebida Luca se aproximou e tocou levemente o braço de Manu que olhou e sorriu, esperando ele falar alguma coisa. O problema foi que a bebida deu coragem para ele se aproximar, mas talvez ele não estava preparado para falar o que sentia.
 Nem foi preciso, ele nem teve tempo de planejar uma frase, Manu foi incrível e surpreendeu nosso rapaz dando-lhe um beijo sem pensar em mais nada. Eles passaram o resto da festa juntos e mais alguns meses até que o namoro acabou por motivos fúteis, Manu dizia que que Luca estava ficando louco.
  Sim aqui as coisas são rápidas, tão rápidas que quase dois anos depois do primeiro beijo eles acabaram  marcando um encontro e voltaram a passar uma tarde juntos no final  do ano de 1989.
 Os dias se passaram, os tão esperados anos 90 chegaram e o nosso lindo casal seguia se amando loucamente entre trades na praça, filmes no cinema e briguinhas normais de casal adolescente. O ano de 91 estava chegando e Luca estava vivendo uma pressão muito grande, pois, não dava mais para adiar era a hora de escolher uma profissão, isso estava acabando com a mente do nosso garoto e a querida Manuela voltou a notar que ele estava estranho mas desta vez estava segurando a barra.
 O dia 12 de novembro de 1990 é um marco muito importante em nossa história. Nosso lindo casal sai para tomar um sorvete senta na praça e depois de um tempo resolve ir para casa, Luca acompanha Manu até o portão de casa e segue caminhando. Teria sido a ultima vez que ele foi visto pelas redondezas.  
Nosso garoto despareceu da vida de seus pais, de seu amigo Guilherme e também de Manu a garota que ele dizia amar. Buscando explicações abalados com o desaparecimento lentamente os personagens foram tocando suas vidas.
 Tempos depois Guilherme Fonseca tinha se formado em direito e estava construindo uma bela carreira, era ele quem cuidava da parte burocrática da empresa RMJ Transportes que era do pai de Luca, Sr. Roberto Jr que tentava tocar sua vida sem lembrar de seu garoto. Dona Isa não escondia os sentimentos, entrou em depressão e fechou sua empresa que trabalhava no ramo de decorações de festas. Falta Manuela, mas sobre ela vocês logo vão saber.
Dia 14 de Janeiro de 1997 aproximadamente 6 anos e um mês do desaparecimento de Luca  volta a ser uma data marcante de nossa história.
 Foi nesse dia pouco depois do meio dia que Luca resolveu aparecer. Ele foi tocar a campainha de Manuela justo quando ela tinha acabado de almoçar com seu novo namorado por um acaso do destino ou não Guilherme Fonseca  o seu melhor e único amigo.
 Todos no local ficaram apavorados  e depois de todas aquelas coisas de reencontro Guilherme se retirou mas percebeu que Luca estava estranho, Manu também acabou percebendo, não poderia ser diferente ele realmente estava estranho.
 Começou a contar uma história muito estranha, dizendo que teria sido abduzido, mas não sabia por quem e nem o motivo disso ter acontecido. Contou que foi levado para um lugar lindo com muita natureza, onde as pessoas não morriam de doenças, nem de balas perdidas, os animais andavam soltos e que ela veio busca-la para viver com ele neste paraíso. 
 Ela muito apavorada e com um certo medo ligou para os pais dele que vieram rapidamente para ver seu filho que estava sujo de cabelos compridos e barba mal aparada.
 Depois de lágrimas e abraços levaram o garoto que volta a ser o centro das atenções para um hospital onde depois de muitos exames foi constatado que ele estava sofrendo de uma doença chamada esquizofrenia. Estava explicado, o mundo lindo que ele estava falando era fruto da loucura que dominava sua mente.
 Ele foi levado para uma clinica para receber tratamento adequado , internado na clinica ele vivia momentos de bipolaridade, em alguns momentos estava calmo já em outros muito nervoso e agitado. Lentamente os remédios foram controlando nosso rapaz que vivia cada vez mais sozinho na clinica esperando Manu ir visita-lo.
Mais um Tempo se passou e Luca começou a afirmar que tinha mais alguém em seu quarto. Em conversas com os médicos ele dizia se tratar de um velhinho que se chamava Antônio, que tinha dito que viveu na clinica por mais de 25 anos até o dia de sua morte, e ficou em forma de espirito para fazer companhia para os pacientes solitários. Nos registros da clinica não encontraram nenhum Antônio que teria permanecido ali até a morte.
Os médicos afirmaram aos pais de Luca que isso era normal devido a solidão, então ele passou a receber uma visita dos pais a cada dois dias, mas não se conformava com o esquecimento de seu amor e de seu amigo que continuavam juntos e não tinham coragem de ir visita-lo.
  O tempo mais uma vez resolveu andar e mais de dois anos de sua volta e de ser internado, Luca afirmava aos médicos que o velho Antônio tinha desaparecido pois era hora de nascer de novo, e que todas as noites lembrava do sorriso de Manu e sonhava com o dia em que ela entraria pela porta do quarto para vê-lo.
 Sentindo-se cada vez mais sozinho e cada vez mais calado um certo dia falou para uma enfermeira que não queria ir passear no pátio, pediu papel e lápis para desenhar, parecia muito calmo e passou a tarde desenhando, a noite chegou e as luzes a clinica se apagaram, pois, era a hora de dormir. 
  Na manhã do dia 12 de agosto de 1999 chega o ponto mais trite de nossa história, Luca com 27 anos resolveu morrer jovem. Foi encontrado no quintal da clinica a porta da sacada aberta indicava que ele tinha se jogado de mais de 20 metros de altura esfarelando seus ossos e arrebentando seus órgãos internos.
 Segurava firme na mão um papel que dizia em poucas palavras que ele não foi capaz de aguentar a solidão e o abandono  das pessoas que ele mais amou na vida.
 Essa história é nossa sim. Minha porque vi de perto, ela aconteceu dentro da minha mente, e agora é sua também, pois, acabou de roubar o seu tempo e passou a fazer parde de sua mente.
 Não fique ai parado, pode ter alguém lá fora precisando do seu abraço para não se entregar a solidão.                            
                                                       
Gabriel Garcia(Bolacha)       

sábado, 2 de março de 2013

            DEPOIS  DO DEPOIS


  
 Ficou pra traz, o pedido, tanto como a resposta, tanto quanto você que agora está longe, tanto eu perdido quanto a suas palavras de certeza que agora veem me dizer que vai ficar 
tudo bem, que você vai vim e eu vou poder lhe cobrir com meu abraço.
 Idiota  foi você, mas foi uma idiota verdadeira uma idiota que não se deixou levar pelas minhas palavras equivocadas, idiota que talvez tenha sido enganada por seu próprio coração. 
 Me arrependo de não ter arriscado, de não ter sido idiota também!
 Uma decepção de pele macia e olhos lindos, que somados a um sorriso encantador formam agora um tumulo dentro de mim.    

     Gabriel Garcia(Bolacha)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013


                           O Medo De Ter Medo  

 Ameaçado por algo que nem existe você fica ai, se remoendo pensando se vai dar certo, tentando descobrir se vai rolar se você vai ou não conseguir. Quando menos espera  a noite já passou e você não tentou.
 O dia chega você acorda arrependido de não ter tentado, buscado lutado pelo seu desejo, com raiva de si mesmo e decepcionado com a sua covardia diante daquela situação.
 Toma um banho bem demorado pra tirar a ressaca, come alguma coisa que pra você está ruim
por mais deliciosa que seja a comida, vai para o seu computador aceita e nega convites, vê fotos e enjoa daquilo. Parte pra rua, encontra seus amigos e então começa a descobrir tudo o que fez enquanto o álcool dominava sua mente, acaba rindo e se divertindo,  para em algum bar qualquer para beber mais uma vez e assim seu domingo morre junto com o sol e você vai para casa esperar a rotina chegar, a semana passar para no próximo sábado "tentar, tentar de novo".


   Gabriel Garcia(Bolacha) 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Nada Mais Normal



    Seu encéfalo inteiro balança, seus pulmões fazem uma força brusca para respirar, suas pupilas dilatam em milésimos de segundos,suas mãos tremem, sua pálpebra começa a cansar e se mover sozinha, juntamente com ela, o saco lacrimal começa a encher e lavar seu olho sem sua intensão.
    Depois a sua faringe começa a secar e a saliva a faltar, a sensibilidade motora das pernas não respondem, pois o nervosismo é demais, a emoção é plena,o coração "esta saindo pelo boca" (como dizem).
    Isso tudo, é porque uma pessoa estava parada em sua frente, você gosta muito dela, ela fala
com aquela voz mais linda que você já ouviu, aquele voz que você irá querer ouvir para sempre.
    "Eu Te Amo", ela diz, e tudo aquilo gira, você não acredita que uma palavra pode ser tão boa, a pessoa te toca, seus nervos sensoriais voltam ao normal, e a sensação é a melhor possível e não é qualquer sensação, aquela é uma sensação de ser amado.


Tarso Dalcin

Despedida a moda "Sertaneja"

   E quem tinha o maior interesse ficou desinteressado, e aquele lance interessante perdeu o encantamento quando li seus pensamentos numa folha de papel rabiscada, borrada, e manchada provavelmente pelas suas lágrimas na noite anterior. Talvez você tenha fumado todos os cigarros do maço, talvez você tenha até quebrado a taça para tomar o vinho no bico da garrafa.
   Não estou furioso pela garrafa do meu melhor vinho que você bebeu, nem pela sujeira de cinzas de cigarro e cacos de vidro por toda a sala, eu acho que você também estava furiosa e, eu entendo. Mas eu estou magoado pelo que eu li agora, nesse papel eu reconheço a sua caligrafia, a sua letra, linda letra, mas eu não reconheço essas palavras. Se a sua decisão foi essa, beleza, que seja feliz na sua nova caminhada.
                                                                                                          - Zeti

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Mistura Fina

A pequena história de Francisco "Mistura Fina" foi censurada por mim mesmo.
                                                                                 - Zeti

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013


                         

              PACOTE PARA O INFERNO.



 Perdido aqui, fico lembrando do pacote que ganhei.Um pacote vermelho, com uma faixa branca não muito grande, na faixa branca estava escrito em preto  a palavra sonho. Fiz uma pergunta a mim mesmo: "O que é sonho?"... Sem saber responder, aquilo simplesmente passou.
 Abri o pacote com cuidado e dentro dele avia outro pacote. Nas mesmas cores, nele estava escrito realidade. Pensei... Se desconheço o significado de sonho, como vou julgar o que é realidade?...
 Afobado para ver o que tinha dentro dele abri bruscamente. E lá estava mais um pacote. Neste estava escrito a palavra vida.
 Nem tive tempo de me questionar sobre isso no exato momento em que abri o tal pacote, meu corpo amoleceu e meus olhos escureceram. E simplesmente a luz voltou ao meu olhar e eu estou aqui, não consigo ficar em pé e nem falar.
  Me sinto perdido, Assustado. Não sei o que está acontecendo, não sei o que fazer.
  Alguém pode me ajudar?                    


 Gabriel Garcia (Bolacha)  

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Pilhagem

-Hey. Mais uma?
-Oh sim, dupla por favor.
      O garçom vira as costas pra mim e ruma para o balcão do bar.
      Eu estou aqui  num bar cafona no subúrbio de Porto alegre, aqui na calçada do lado de fora do bar há várias mesas cheias de pessoas,  provavelmente muitas delas tão fracassadas na vida quanto eu.
      Eu estava prestando atenção no casal que acabara de chegar no restaurante em frente ao bar, ele sorridente abraçando na cintura da sua bela namorada. Eu vi quando ele gentilmente arredou a cadeira para ela se sentar, como um cavalheiro. Deu um beijo longo nos lábios dela, e também, deve ter feito alguma piadinha pois ela caiu na gargalhada no momento seguinte.
      Já havia passado algum tempo quando o garçom voltou com a minha dose dupla. Eu o paguei e lhe dei o troco de gorjeta, ele agradeceu e se afastou.
      Eu voltei a observar aquele casal, pensando também na minha vida. Em como ela sempre foi tão estranha, talvez injusta, não injusta não. Mas não estou aqui para reclamar, não. Também tive momentos felizes, também tive amigos, família etc. Mas e hoje? Hoje...
     A vida tem a sua própria rotação, a ordem natural das coisas. Na verdade ela é uma grande roda gigante, um dia você está em cima e algum outro dia você está por baixo. Mas se é realmente assim, parece que quando a minha gaiola ou sei lá o que chamam aquela coisa feia e enferrujada que a gente fica sentado ficou para baixo, galera, eu acho que a grande roda gigante estragou. E, eu vejo as pessoas lá em cima contentes e se divertindo.
     Mas que saco. O casal terminou o seu jantar e estão saindo, eu devo ter ficado muito tempo viajando, eles se foram e eu perdi minha distração. Por um momento mesmo sem conhece-los, fiquei feliz por eles.
     Nesse momento pego um cigarro do maço, e olho pra ele como se nunca o tivesse visto,observo por um longo tempo e recoloco ele de volta no maço. Penso que talvez eu tenha de mudar, mas isso quebraria a minha filosofia de ser você mesmo, resumindo, pego de volta o mesmo cigarro e ponho na boca acendo e dou uma tragada forte, tomo o resto da minha bebida que agora já está morna, e dou as costas para o bar, para o casal, para os meus velhos amigos companheiros do bar que eu nunca conversei e, para muitas outras coisas.
                                                                       - Zeti

CARONA EM SEU OLHAR.  



 Sair nestas noites de verão é como pegar carona, você vai, mas não sabe para onde e nem se vai voltar, caminha, conversa, brinca, briga, chora sorri, mas nem imagina  onde pode chegar e muito menos aonde vai parar e há que horas isso vai acontecer.
 Eu sai, corri, gritei, cantei, imaginei mais de mil coisas e quando menos imaginava acabei parando, parei em suas curvas sua pele branca e aparentemente macia parei em você e peguei carona em seus olhos e sem pensar nos riscos eu vou segui-los até ou depois do amanhecer.            


Gabriel Garcia (Bolacha).

Tempo Curto


Nós brincávamos sem nos preocupar com o mundo desmoronando,sem saber oque é nos apaixonar, sem saber o que era amar, e muito menos saber oque era o beijo e o sexo.
Nos divertíamos sem o álcool, sem a droga, sem a musica alta. Caminhávamos para ir ao rio pescar, nadar, apenas curtir o dia antes que a noite tomasse seu lugar, roubávamos uma rosa para levar para a nossa mãe sem nos preocupar com os espinhos que cravavam em nossos dedos, pois queríamos ver nossa mãe sorrir.
Subíamos em arvores, sem nos preocupar com a altura da queda, imaginando uma "nave espacial", andávamos na rede, só para que nossa mãe gritasse "para guri, vai cair" .
Tudo era fácil, nada era complexo, tudo era novo, mas nada diferente, gostávamos de imaginar, e fazíamos isso sem o menor esforço, já sabíamos oque fazer.
Passávamos a tarde montando algo para fazer no outro dia, era como se precisaremos nos divertir, a nossa vida era feita dos momentos bons e inesquecíveis, pois se era bom fazíamos de novo e de novo, sem nos cansar, mas nada, absolutamente nada era cansativo. Mas assim o tempo surge, ele passa, e não volta e assim nós crescemos, evoluímos  nos tornamos ou pelo menos tentamos no tornar alguém, muitos tentam
mudar a coisas, outros ficam na mesma, e outros desabam como o mundo esta. Sabemos nos divertir, mas nunca como antes, sabemos o que é certo e o que é o errado, mas muitas vezes tomamos as decisões erradas.
Só pense assim, o amanha pode ser tarde. O tempo destrói tudo que você ama, leva tudo embora. Antes podíamos parar e esperar uma flor abrochar, mas hoje não podemos nem esperar a água ferver. É, o tempo voa, e se não nos alertarmos ficaremos para trás... Aproveite e dê valor as coisas e as pessoas boas, pois depois que acabar e elas se forem, não adianta chorar que nada voltará como era.


Tarso Dalcin

domingo, 27 de janeiro de 2013

   Santa Maria-RS

   A cidade de Santa Maria hoje acordou arrasada ou, talvez nem tenha dormido. O fato é que o Rio Grande do Sul inteiro está prestando suas condolências aos familiares das vítimas desse acidente terrível. Eu espero que as pessoas tenham essa compaixão que estão demonstrando hoje, sempre e, não somente quando acontece uma tragedia, que valorizem mais os momentos simples, e que ponham sempre as pessoas em primeiro lugar, afinal somos todos irmãos. Menos valor ao dinheiro e bens materiais e mais amor ao próximo.
                                                         - ZETI

sábado, 26 de janeiro de 2013

O SELO DA DERROTA 

Uma palavra. Um gole de whisky.
Uma lágrima no olho, e um sorriso falso nos lábios, um sorriso triste.
Eu bebo tentando afogar esse sentimento e a tempestade de lembranças que me invadem a mente...
Mas parece não funcionar, pois tudo isso parece resistir muito bem às generosas doses que amargamente percorrem seu caminho até chegar ao meu estômago.
E esse sentimento lutou, nadou e venceu. Passou pela tempestade sem nenhum problema.
Parece até que voltou mais forte, forte como um soldado de uma guerra, que veio receber a sua medalha.
Mas que medalha?
A minha medalha era você, mas você fugiu. Fugiu com o inimigo, e agora os dois estão felizes, você e o outro. E eu estou impotente, cansado de tudo isso. Levanto a bandeira branca e deixo as coisas tomarem seu rumo natural.
  Bebo a última dose, a última gota e, FIM.
                                                                     - ZETI


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Aquela Terra Lá.

    Um frio na espinha se esticou, a neblina gelada subiu na canela, o vento lá não habitava e o sol nem se encontrava no mapa. O tempo cuida de tudo, tudo não existe, tudo é tudo, e não há como explicar o tudo, pois tudo naquele lugar existia. Lá, mas oque era lá a vida não sabia, era como cortar um nervo sensorial e não sentir mais nada, sentir que lá não havia nada, não saber oque acontecia lá, não saber se é gelado, úmido, molhado, suado, ardente nem mesmo se é morto.
Um lá muito distante, como a própria palavra lá diz, um lugar de só uma sombra com tudo, só uma neblina com mais tudo, e se tem uma espinha é porque um tudo de alguém lá existia, é porque alguém sabia o que tudo aquilo era, lá longe, lá distante, lá exclamante, lá argumentativo, lá afirmativo, lá, uma terra nada pacata, mas a terra de alguém que nunca se tornou ninguém.          

- Tarso Dalcin


A MORTE DO SOL


 A morte do sol seria fatal ao ser humano, e praticamente para todas as espécies, seria o fim da vida. Totalmente dependente do sol eu fico aqui, observando ele iluminar  a lua por inteira, cheia de brilho, cheia de beleza, de amor, para mim cheia de imaginação e esperança.
Vendo a lua, vivendo a noite, me sinto livre, pois a noite liberta todos os espiritos e aqui parado, eu fico vagando, andando no vento e voando longe na minha imaginação.
 Perto de onde quero chegar, longe de onde quero estar. Sem saber  o que fazer, sem saber onde encontrar. Só resta aquela velha esperança que teima e fica por aqui, me fazendo lembrar, pensar, talvez... querendo insistir.
 Na sombra do pensamento vejo um mundo sem sol e logo percebo que sem ele, a lua também não brilharia e a noite perderia a graça...
 Vejo que o sol é como uma fonte de sorrisos e os sorrisos uma fonte de vida.
 Não sei por qual motivo, mas faço uma comparação. E agora além da velha esperança, tenho uma grande duvida.
 SEU SORRISO NÃO SERIA O MEU SOL?              

                                                                                                                 Gabriel Garcia (Bolacha)