domingo, 27 de janeiro de 2013

   Santa Maria-RS

   A cidade de Santa Maria hoje acordou arrasada ou, talvez nem tenha dormido. O fato é que o Rio Grande do Sul inteiro está prestando suas condolências aos familiares das vítimas desse acidente terrível. Eu espero que as pessoas tenham essa compaixão que estão demonstrando hoje, sempre e, não somente quando acontece uma tragedia, que valorizem mais os momentos simples, e que ponham sempre as pessoas em primeiro lugar, afinal somos todos irmãos. Menos valor ao dinheiro e bens materiais e mais amor ao próximo.
                                                         - ZETI

sábado, 26 de janeiro de 2013

O SELO DA DERROTA 

Uma palavra. Um gole de whisky.
Uma lágrima no olho, e um sorriso falso nos lábios, um sorriso triste.
Eu bebo tentando afogar esse sentimento e a tempestade de lembranças que me invadem a mente...
Mas parece não funcionar, pois tudo isso parece resistir muito bem às generosas doses que amargamente percorrem seu caminho até chegar ao meu estômago.
E esse sentimento lutou, nadou e venceu. Passou pela tempestade sem nenhum problema.
Parece até que voltou mais forte, forte como um soldado de uma guerra, que veio receber a sua medalha.
Mas que medalha?
A minha medalha era você, mas você fugiu. Fugiu com o inimigo, e agora os dois estão felizes, você e o outro. E eu estou impotente, cansado de tudo isso. Levanto a bandeira branca e deixo as coisas tomarem seu rumo natural.
  Bebo a última dose, a última gota e, FIM.
                                                                     - ZETI


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Aquela Terra Lá.

    Um frio na espinha se esticou, a neblina gelada subiu na canela, o vento lá não habitava e o sol nem se encontrava no mapa. O tempo cuida de tudo, tudo não existe, tudo é tudo, e não há como explicar o tudo, pois tudo naquele lugar existia. Lá, mas oque era lá a vida não sabia, era como cortar um nervo sensorial e não sentir mais nada, sentir que lá não havia nada, não saber oque acontecia lá, não saber se é gelado, úmido, molhado, suado, ardente nem mesmo se é morto.
Um lá muito distante, como a própria palavra lá diz, um lugar de só uma sombra com tudo, só uma neblina com mais tudo, e se tem uma espinha é porque um tudo de alguém lá existia, é porque alguém sabia o que tudo aquilo era, lá longe, lá distante, lá exclamante, lá argumentativo, lá afirmativo, lá, uma terra nada pacata, mas a terra de alguém que nunca se tornou ninguém.          

- Tarso Dalcin


A MORTE DO SOL


 A morte do sol seria fatal ao ser humano, e praticamente para todas as espécies, seria o fim da vida. Totalmente dependente do sol eu fico aqui, observando ele iluminar  a lua por inteira, cheia de brilho, cheia de beleza, de amor, para mim cheia de imaginação e esperança.
Vendo a lua, vivendo a noite, me sinto livre, pois a noite liberta todos os espiritos e aqui parado, eu fico vagando, andando no vento e voando longe na minha imaginação.
 Perto de onde quero chegar, longe de onde quero estar. Sem saber  o que fazer, sem saber onde encontrar. Só resta aquela velha esperança que teima e fica por aqui, me fazendo lembrar, pensar, talvez... querendo insistir.
 Na sombra do pensamento vejo um mundo sem sol e logo percebo que sem ele, a lua também não brilharia e a noite perderia a graça...
 Vejo que o sol é como uma fonte de sorrisos e os sorrisos uma fonte de vida.
 Não sei por qual motivo, mas faço uma comparação. E agora além da velha esperança, tenho uma grande duvida.
 SEU SORRISO NÃO SERIA O MEU SOL?              

                                                                                                                 Gabriel Garcia (Bolacha)