quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Aquela Terra Lá.

    Um frio na espinha se esticou, a neblina gelada subiu na canela, o vento lá não habitava e o sol nem se encontrava no mapa. O tempo cuida de tudo, tudo não existe, tudo é tudo, e não há como explicar o tudo, pois tudo naquele lugar existia. Lá, mas oque era lá a vida não sabia, era como cortar um nervo sensorial e não sentir mais nada, sentir que lá não havia nada, não saber oque acontecia lá, não saber se é gelado, úmido, molhado, suado, ardente nem mesmo se é morto.
Um lá muito distante, como a própria palavra lá diz, um lugar de só uma sombra com tudo, só uma neblina com mais tudo, e se tem uma espinha é porque um tudo de alguém lá existia, é porque alguém sabia o que tudo aquilo era, lá longe, lá distante, lá exclamante, lá argumentativo, lá afirmativo, lá, uma terra nada pacata, mas a terra de alguém que nunca se tornou ninguém.          

- Tarso Dalcin

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